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DIABETES - Enfermagem em foco

Diabetes Mellitus (DM) compreende um grupo de distúrbios crônicos metabólicos, decorrente da deficiência absoluta ou relativa de insulina, podendo ser caracterizado por hiperglicemia nos períodos pós-prandial e em casos mais graves acompanha cetose. Quando presente há muito tempo o DM pode ser complicado por microangiopatias (doenças de pequenos vasos) envolvendo retina e glomérulo, além de neuropatias e aterosclerose.

  • Prevalência

O DM é a doença endocrinometabolica mais importante no Brasil, sendo que sua prevalência de 7,6 % entre população  de 30 à 60 anos onde o Diabetes Mellitus tipo 2 (DMT2) corresponde a 90% dos casos
  • Etiopatogenese

Diabetes Mellitus tipo 1:

Está fortemente associado ao complexo HLA, sendo sua susceptibilidade ligada ao gene DQB. A predisposição genética múltipla e necessária mas não suficiente, sendo fatos ambientais os iniciados do processo auto-imune nas células beta. O DTM1 é clinicamente manifesto depois que mais de 90% das células beta foram destruídas (geralmente após 3 anos), tornando assim um processo auto-imune lentamente progressivo.

A insulite envolve a imunidade celular, pois os  linfócitos T, células NK interagem com as APCs (ex.: macrófagos) que culminam com a apoptose das células beta.

Obs.: A IL-1, TNF-alfa e INF-gama são citocinas produzidas pelos macrófagos, onde TNF e INF potencializam a ação da IL-1 que é lesiva as células B.

Indivíduos geneticamente susceptíveis em um evento precipitante (ex.: infecção viral) desencadeiam um processo auto-imune que é expresso pela detecção de anticorpos: contra as célula beta e contra a insulina. Com a continuação do processo auto-imune causará a diminuição de insulina ao estimulo com glicose que finalmente altera o teste oral de tolerância a glicose (TOTG) e com a continua destruição a glicemia em jejum se eleva  a Diabetes Mellitus tipo 1 se manifesta clinicamente.

Vale ressaltar que pacientes com DMT1 são vulneráveis a outras doenças auto-imune tais como: vitiligo e anemia perniciosa.

Diabetes Mellitus tipo 2:

Associado a grande predisposição genética (maior que no DMT1), entretanto a genética não está bem definida, mas provavelmente seja de caráter poligênica. O DMT2 envolve 2 “defeitos”: Resistencia a insulina; deficiência de secreção de insulina.

A manifestação do componente genético está influenciada de fatores ambientais como: sedentarismo, obesidade (principalmente abdominal) e idade. Ocorre com maior frequência em mulheres com histórico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), HAS e dislipidemia.

Em próximas postagens estarei falando mais detalhadamente sobre os tipos de diabetes, sinais e sintomas, tratamento e complicações, além dos cuidados que o enfermeiro deve ser perante essa patogenia. Até…

Fonte: PIMENTA, W. P. Diabetes Mellitus.

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