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AS PALMADAS TÊM FUNÇÃO NA EDUCAÇÃO


Psicóloga cristã questiona projeto que proíbe as palmadas

Por: Mayra Bondança - Redação Creio

Os pais estão de cabelos em pé, após a proibição, através do projeto de lei, daquela famosa palmadinha corretiva ou empurrãozinho leve. O projeto que proibiu o castigo físico foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas há quem questione a intervenção do Estado na educação familiar. É o caso da psicóloga clínica e terapeuta, doutora Patrícia Cruz que escreveu um artigo, a convite do CREIO, explicando como funciona o novo projeto de lei que proíbe castigos físicos em crianças e adolescentes, e detalhando os lados bons e ruins, segundo a Bíblia.

Ela diz haver um lado positivo na lei, mas também percebe problemas na forma da deputada federal Maria do Rosário expressar as proibições apresentadas. “Até concordo com a tal lei, mas nos dias atuais posso dizer que as palmadas têm a sua função na educação. Talvez a deputada Maria do Rosário não deva ter se expressado bem sobre o grau da violência que deseja proibir”, afirma.

A punição é relativa, depende de cada criança. A doutora frisa o fato de algumas crianças obedecerem simplesmente quando ouvem o ‘não’ dos pais. Outras precisam de mais imposição de limites. “Existem casos em que o diálogo é a melhor solução. Deve reinar o bom senso. A palmada dependerá do grau de ousadia da criança”.

CONFIRA O ARTIGO NA ÍNTEGRA:

EDUCAÇÃO SÓ NA BASE DA CONVERSA

Educação só na base da conversa. É o que estabelece o Projeto de Lei 2.654/03 da deputada federal Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, que emenda o Estatuto da Criança e do Adolescente, estando na pauta da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado, os pais ficarão proibidos de dar uma simples palmada nos filhos, porque o projeto proíbe qualquer tipo de castigo, inclusive castigos moderados. O projeto estabelece “o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”. A proibição, de acordo com o Artigo 1º do projeto, se estende ao lar, à escola, à instituição de atendimento público ou privado e a locais públicos. Os pais que descumprirem a nova lei serão punidos de acordo com as sanções previstas no Artigo 129, incisos I, III, IV e VI do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Tal projeto de Lei nem seria tão necessário caso tivéssemos adultos educados no âmbito familiar adequado.Deus diz que para ter uma vida longa, proveitosa e obter tudo o que ele tem para você, é necessário honrar seu pai e sua mãe Êxodo 20:12. É uma ordem! Você pode ter tido pais presentes e que providenciaram alimento e um lugar para viver, e precisa certamente agradecer por isso, mas talvez eles nunca fornecessem algo de si mesmos para a sua vida. Talvez você nunca pudesse esperar apoio, encorajamento ou ensino de seu pai ou de sua mãe. Mesmo assim, deve honrá-los, mesmo que não seja por outra razão além de lhe terem dado a vida. Sem eles, você não estaria aqui.Nenhum pai é perfeito, nenhum pai faz tudo sempre certo.

Por tanto, precisamos a cada dia pedir de Deus sabedoria! Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento. Provérbios 2:6. O problema já vem desde a própria educação dos pais, até concordo com a tal lei, mas nos dias atuais posso dizer que as palmadas têm a sua função na educação. Talvez a deputada Maria do Rosário não deva ter se expressado bem sobre o grau da violência que deseja proibir.

Jesus ensinou os seus discípulos somente através do diálogo e muitas vezes até no silêncio e assim conseguiu ter principalmente o respeito por eles. O grande problema que vivemos hoje é que pais estão cada vez mais ausentes e mais impacientes na educação dos filhos. Isso impossibilita o acesso ao diálogo e sim uma educação baseada através da punição física que trazem resultados imediatos.

Jesus deu a seguinte ordem: Ajunta-me este povo, os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos. Dt 4:10. Mas não temos tempo para educar nossos filhos com ensinamentos bíblicos.

Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra for pura e reta. Provérbios 20:11. As crianças estão mais inteligentes do que no passado e percebem os mínimos problemas que ocorrem em casa, como os problemas financeiros e as dificuldades do casamento dos pais. É preciso estar atento para isso e para as conseqüências dessa percepção, o que ajudará os pais a desenvolverem o bom senso necessário na hora das punições.

A educação infantil dar-se-á pelo que os pais fazem e não pelo que eles dizem. Isso é um fator muito importante, pois pais que por qualquer motivo batem nos seus filhos podem interromper o comportamento inadequado, mas não educa em longo prazo. A violência física ainda estimula comportamentos agressivos nas crianças, além de desenvolver uma baixa auto-estima, medo, insegurança e sensação de impotência.

Existem casos em que o diálogo é a melhor solução. Deve reinar o bom senso. Tem a fase do porque, em que é importante conversar com a criança e explicar o que ela quer saber. Bater nessas horas, não resolve.

A palmada dependerá do grau de ousadia da criança. Depois de fazer o que os pais proibiram, ela tanto perceberá que eles estavam certos, como também podem descobrir que agiram da melhor maneira. Porém o que motivou a tal lei foi o fato de que sem o medo de apanhar, os filhos ouviriam melhor os pais. Sendo que na verdade, o que determinará a propensão de acatar os conselhos dos pais é a relação existente entre eles e os filhos, independentemente de levarem umas palmadas de vez em quando.

Devemos lembrar que hoje existem outros tipos de agressões, como por exemplo, ser chamada de burra na frente dos colegas é tão ruim quanto receber um castigo físico. Ser humilhado é péssimo. É preciso valorizar os méritos da criança. O problema é que estamos sempre preocupados com a punição e não com a valorização do ser humano. Jesus fazia isso. Você já notou como eram os seus discípulos? Todos eles tinham algum tipo de dificuldade e limitação, mas mesmo assim o objetivo principal de tê-los chamado era mostrar-lhes o quanto poderiam ser bons! Embora nossa cultura e senso comum encarem as palmadas como um instrumento corretivo e preventivo, ela encerra um problema maior, que é a banalização do uso da violência como meio de solucionar os conflitos.

Posso ver que a lei terá uma possibilidade de conter os pais mais desinformados, que acreditam no poder da palmada para educar. Sendo assim teremos alguns programas que incentivarão outras formas de educar, reforçando assim os aspectos positivos de seus filhos.

É possível também antecipar os problemas. Se a criança não gosta de fazer as tarefas escolares, por exemplo, os pais determinam que ela só possa brincar ou assistir à televisão depois que acabar de estudar. Assim, os pais evitam que a criança não cumpra com suas obrigações e não precisam castigá-la. O tradicional castigo ainda é uma opção, mas saliento que não é recomendável deixar a criança quieta, sem atenção, por mais de 5 minutos. O uso das palmadas só é aceitável, nos casos em que a criança corre algum risco. Mesmo assim, ainda existem outras maneiras de corrigir. Para algumas crianças, basta que os pais digam ‘‘não’’ e todo o problema é evitado.

Devemos lembrar sempre: A criança tem uma capacidade cognitiva maior do que os pais pensam. Bater a leva a ficar mais agressiva e pode causar problemas futuros, tanto emocionais como acadêmicos.

Por: BLOG DA ADMAF blogadmaf.blogspot.com

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